A 30 anos de Beijing: repensar as violências para transformar tudo

Trinta anos depois da IV Conferência Mundial da Mulher (Pequim, 1995), foram criadas leis de enfrentamento à violência contra as mulheres em quase todos os países da América Latina e do Caribe. Também foram criados ministérios, organismos de políticas para as mulheres, protocolos de atendimento para mulheres em situação de violência, campanhas institucionais. Além disso, essa problemática passou a ser muito mais difundida na sociedade. Apesar disso tudo, a violência contra as mulheres não cede. Por quê?

Essa pergunta atravessa o documento analítico e conceitual elaborado por Gina Vargas, Maria Betânia Ávila e Natália Cordeiro, que revisa três décadas de avanços, contradições e retrocessos na luta feminista contra a violência contra as mulheres na região. O texto apresenta uma análise crítica sobre a complexidade da questão e sobre a percepção reducionista de que a promulgação de leis é única alternativa para enfrentar a violência contra as mulheres.